Lei antidesmatamento da União Europeia (EUDR)
Desafios e soluções de rastreabilidade
|
O Diálogo Agropolítico Brasil – Alemanha (APD), em parceria com a Universidade de Bonn e a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) promoveram uma mesa redonda para a discussão da EUDR. No centro das discussões estiveram os avanços recentes e as lacunas remanescentes na implementação técnica da EUDR, com foco nas cadeias produtivas bovina e da soja. O debate contou com a participação de representantes dos governos, do setor privado, da academia e de organizações da sociedade civil do Brasil e da Alemanha. |
Este vídeo está incorporado no modo de proteção de dados aprimorado do YouTube. Portanto o vídeo é operado no portal de vídeos do YouTube. Ao clicar no botão play, você consente que o YouTube configure cookies no seu dispositivo, mas de acordo com o YouTube, nenhum cookie é configurado para analisar seu comportamento de uso. Mais detalhes sobre o uso de cookies pelo YouTube podem ser encontrados na política de cookies do Google.


O novo regulamento da União Europeia (UE) de combate ao desmatamento representa um passo significativo no combate ao desmatamento nas cadeias de suprimento de commodities agrícolas. No entanto, os requisitos de conformidade para rastreabilidade e transparência têm deixado muitos formuladores de políticas e empresas em países produtores e importadores confusos. No contexto do Brasil, dois produtos exportados afetados por essa legislação são a soja e produtos pecuários, dos quais uma parte substancial chega às fronteiras da UE.
Jorge Sellare, Fernanda Martinelli e Jan Boerner da Universidade de Bonn apresentam neste artigo o papel das inovações bioeconômicas na catalisação de sinergias entre as cinco trilhas de ação para a transformação do sistema alimentar propostas pela Cúpula do Sistema Alimentar da ONU e fazem recomendações relacionadas à sua adoção e gaps de conhecimento. O artigo se concentra em quatro inovações: bioinsumos para produção agrícola, culturas biofortificadas, substitutos de carne à base de plantas e biocombustíveis.
O Brasil é um dos líderes globais na produção e adoção de bioinsumos no campo. O desenvolvimento de novos produtos de origem biológica é uma tendência crescente no mercado nacional. Com o avanço da produção e incorporação dos bioinsumos na agropecuária, o país tende a se beneficiar econômica e ambientalmente. Mas a popularização dos bioinsumos também traz consigo preocupações.
A recente decisão do Supremo Tribunal Federal, que rejeitou a tese do marco temporal, garantindo os direitos constitucionais dos povos originários, é mais um exemplo da necessidade de construção de um novo pacto político no mundo rural brasileiro. É o que defende, nesta publicação, o cientista político Wellington Almeida.
Historicamente a produção brasileira de carne bovina está ligada a uma vasta devastação ambiental e agora encontra-se em uma encruzilhada. As discussões sobre o acordo comercial União Europeia – Mercosul aumentam ainda mais a importância de questões cruciais de sustentabilidade, mas, por outro lado, podem apoiar transformações no setor.