Oportunidades para cadeias livres de desmatamento por meio de parcerias de países produtores e consumidores
O novo regulamento da União Europeia (UE) de combate ao desmatamento representa um passo significativo no combate ao desmatamento nas cadeias de suprimento de commodities agrícolas. No entanto, os requisitos de conformidade para rastreabilidade e transparência têm deixado muitos formuladores de políticas e empresas em países produtores e importadores confusos. No contexto do Brasil, dois produtos exportados afetados por essa legislação são a soja e produtos pecuários, dos quais uma parte substancial chega às fronteiras da UE.
A produção de gado e de soja no Brasil tem sido associada ao desmatamento e à conversão de outros ecossistemas naturais, em especial nos biomas da Amazônia e Cerrado. Atualmente, obter a rastreabilidade e a transparência nas cadeias de suprimento de gado e soja no Brasil apresenta desafios. Este artigo tem como objetivo destacar as oportunidades para parcerias entre os países produtores e consumidores para avançar na implementação de sistemas de rastreabilidade e transparência no Brasil.
O documento descreve os desafios enfrentados por ambos os setores e destaca o papel das iniciativas privadas e públicas na apresentação de soluções construtivas. Este trabalho reflete as discussões desenvolvidas na Força-Tarefa de Rastreabilidade e Transparência da Coalizão Brasil, que trabalha para a construção de uma política nacional de rastreabilidade e transparência que possa contemplar a complexidade das cadeias dos setores produtivos, abrangendo tanto a pecuária quanto a soja.
Autoras
Isabella Freire
Cecília Korber Gonçalves
Paulien Denis


Jorge Sellare, Fernanda Martinelli e Jan Boerner da Universidade de Bonn apresentam neste artigo o papel das inovações bioeconômicas na catalisação de sinergias entre as cinco trilhas de ação para a transformação do sistema alimentar propostas pela Cúpula do Sistema Alimentar da ONU e fazem recomendações relacionadas à sua adoção e gaps de conhecimento. O artigo se concentra em quatro inovações: bioinsumos para produção agrícola, culturas biofortificadas, substitutos de carne à base de plantas e biocombustíveis.
O Brasil é um dos líderes globais na produção e adoção de bioinsumos no campo. O desenvolvimento de novos produtos de origem biológica é uma tendência crescente no mercado nacional. Com o avanço da produção e incorporação dos bioinsumos na agropecuária, o país tende a se beneficiar econômica e ambientalmente. Mas a popularização dos bioinsumos também traz consigo preocupações.
A recente decisão do Supremo Tribunal Federal, que rejeitou a tese do marco temporal, garantindo os direitos constitucionais dos povos originários, é mais um exemplo da necessidade de construção de um novo pacto político no mundo rural brasileiro. É o que defende, nesta publicação, o cientista político Wellington Almeida.
Historicamente a produção brasileira de carne bovina está ligada a uma vasta devastação ambiental e agora encontra-se em uma encruzilhada. As discussões sobre o acordo comercial União Europeia – Mercosul aumentam ainda mais a importância de questões cruciais de sustentabilidade, mas, por outro lado, podem apoiar transformações no setor.
